A importância dos carinhos*

A tia Eliana perguntou se eu tinha assistido a matéria do Globo Repórter de ontem sobre a UTI Neonatal, sobre a importância do afeto. Não tinha visto, mas fui atrás e agora já vi. Está aqui.

Aproveitando que o tema está em voga, falo um pouco da nossa experiência: Teresa se desenvolveu muito rápido, muito acima da média, e eu acho que é justamente porque ela sempre esteve cercada de carinho.

Eu sempre fiz o maior esforço que pude para estar na UTI Neonatal a maior quantidade de tempo possível, para ficar o maior tempo com Maite no colo. Uma vez até uma enfermeira veio me chamar a atenção porque eu estava com a neném no colo e ficando com sono… “Cuidado, mãe!” (parênteses: acho a coisa MAIS ESQUISITA DO MUNDO que pessoas que não são minhas filhas, e muitas vezes são mais velhas do que eu, fiquem me chamando de MÃE!!!!!!).

Além de ficar com Maite no colo, ficava conversando com ela. Falava da nossa família, da nossa casa, do quarto dela, da nossa família maior, dos nossos amigos, dos amigos bebês dela, das orações e da torcida de todo mundo por ela. Também orava, falava de Deus, de que Ele é quem cuida. Cantava louvores a Deus, especialmente músicas de acalanto e consolo, mas também músicas infantis e algumas MPBs como era de se esperar (especialmente os sambas, já que aqui em Brasília somos sambistas. Viva o Peleja, nossa roda de samba!).

Para não faltar assunto, preferia sempre ter alguma companhia – o Dani sempre pelas manhãs, e minha mãe e depois as amigas à tarde.

Algumas colegas da UTI ficavam desanimadas e aí não conversavam com os bebês e eu percebia que isso afetava o crescimento deles. Por isso, incentivo a que conversem com seus bebês (não só na UTI, mas especialmente nesta situação).

E a vida fora da UTI, hein?

Bebê conforto e os paninhos

Foto em homenagem ao post publicado no blog da Luíza

Agora é disso que nossos leitores querem saber. A vida fora da UTI vai bem, melhorando a cada dia. Nessa foto vocês podem ver como a nossa pequena ainda é pequena e a parte de recém-nascido do bebê conforto ainda é gigante para ela. Por isso, fizemos este arco com o cobertor, para a cabeça dela ficar melhor encaixada.

Na foto vocês podem ver ainda que não é só o Benjamin que usa muitos paninhos: além da mantinha-rolinho (a função rolinho também pode ser exercida por toalhas), está a fralda (como um lençol de bebê conforto) e a fralda de boca. O coeiro estava em cima, protegendo do sol e do frio, mas foi retirado para a foto.

Atenção, mamães! As fisioterapeutas do hospital recomendam não fazer mais charutinhos com os bebês, ao contrário do que a Luiza (mãe do Benjamin) comentou lá no blog deles e do que a Ligia comentou no post anterior (inclusive, muito boas as dicas de como sossegar um bebê! recomendo!). As fisios dizem que é melhor o bebê não ficar enrolado, para o melhor desenvolvimento da psicomotricidade. A reprodução do ambiente uterino pode se dar de outras formas, como fazendo um rolinho em forma de círculo e colocar o bebê dentro. Parece que o charutinho é um assunto controverso, então cada um faça como achar melhor, mas nós paramos de fazer.

Nos últimos dias, fizemos o Teste da Orelhinha (resultado: normal!), recebemos o resultado do Teste do Pezinho (normal também) e fomos ao médico. Nosso pediatra é o doutor Ari, nosso velho conhecido da UTI Neo. Ele deu alta na mamãe: não preciso mais acordar a Teresa de madrugada para mamar! É o fim do despertador! Agora quem me acorda é Maite! Confesso que dormi bem melhor esta noite… (também porque o papai não trabalha hoje, sábado, e acordou pra acalmar a bebê e trocar fraldas todas as vezes que foram necessárias!).

O seu desenvolvimento está ótimo, Maite. Você estava com 2,035 kg e 46,5 cm ontem. Crescendo que é uma beleza! Daqui a pouco as fraldas RN não te servirão mais!

*Este post é uma homenagem a todas as mães que acham difícil a vida na UTI Neonatal e que ainda terão que encarar dias, semanas ou até meses frequentando uma para encontrar seus filhos.

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8 respostas para A importância dos carinhos*

  1. ana paula disse:

    Oi LI!!! Realmente só nós que passamos la pela UTI Neo sabemos o que isso significa. Mas concordo plenamente com a questão de carinho. Tenho certeza e até as enfermeiras comentavam comigo, que minha dedicação e carinho em estar sempre ao lado da AnaLu foram fundamentais para o sucesso dela naquele periodo. Hoje a AnaLu esta otima e é uma criança MUITO alegre! O cansaço dessa rotina Casa-UTI/UTI-Casa é surreal, mas cada minuto ao lado deles no hospital vale MUITO.
    MUITISSIMO FELIZ COM O PROGRESSO DA MAITE… Bjinhos pra vcs 3!!!!

  2. Luíza Diener disse:

    eeee! se tivesse mandado antes, teria colocado a foto da tete pra ilustrar la no post! mas se vc deixar, eu faço uma colocaçao tardia..

    eita, bom saber esse negócio do cueiro, apesar de quase nao fazermos mais (a nao ser qdo ele está demasiadamente agitado).

    agora, me diz uma coisa, lidia. a maria teresa seria só teresa e vcs optaram por acrescentar o maria depois ou sempre foi maria teresa e eu desconhecia o fato?

    bjo pros 3!

    • lidianeves disse:

      Oi, Lu! Tá autorizado o uso da foto! rs…
      a Teresa ganhou Maria no nome apenas 5 horinhas antes de nascer! é que Maria é um nome muito forte e, para mim, só poderia ser Maria se a história fosse forte. Aí formou… beijos

  3. marcy disse:

    Li,

    Eu vi esse trecho do Globo Repórter e lembrei da hora de vc e da Tererê. Não liguei, pq achei meio tarde. Vc poderia estar cansada dormindo (as amigas tem que se adaptar à nova rotina das amigas com filhotes, né?).
    Tenho certeza que sua energia positiva e tranquilidade foram fundamentais para a recuperação super rápida da Maitê.
    É como vc dizia, ela sentia todo o carinho das pessoas em volta dela (mesmo distantes) e estava com vontade de ir para casa.
    Fico feliz que as coisas estejam indo cada vez melhor. Minha mãe ficou impressionada com sua tranquilidade em estar só vc e o Dani, com sua primeira filha ainda tão pequena.
    Parabéns para mamis e papis e beijinhos para a Terê.

  4. rossana disse:

    oi, lidia!
    vi um comentário seu no pequeno guia da mariana e vim parar aqui, quando soube da linda história da terê!
    parabéns a você e ao daniel! ela é muito lindinha!!! e tão picola, parece uma bonequinha!
    que bom que já estão todos juntos, em casa, e que ela está bem e ganha peso a cada dia. que ela cresça forte e vocês aproveitem cada minuto, porque passa tão rápido! sempre achei este o maior dos (muitos) clichês da maternidade, mas como ser mãe é pagar a língua (olha aí outro), tive de me render ao chavão — ele é a mais pura verdade!
    há cinco meses nasceu nossa iris, e parece que foi há três semanas. depois te mando uma foto — corujice agora é meu primeiro esporte.
    quando vier a sp me avisa, vamos combinar um encontro das mammas da eca. que tal?
    beijão

    ps: tomando por base aquela foto em que vocês duas estão dormindo, acho que ela é a sua cara!

  5. Rachel Blank disse:

    Oi Lídia, estou aqui de novo, tb fomos no Dr Ari, o que vc achou dele fora da UTI. Eu gostei, porém achei estranho ele não gostar muito de dar o número do celular. Tenho retorno semana que vem, para ver como está o Arthur. Até o dia 3 que foi a consulta, ele estava com 2020Kg e com 46cm, mas ainda um pouco amarelo, mas ele disse que está melhorando. Estou na torcida por vcs.
    Beijossssssssssssss em todos

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