10 razões por que decidimos continuar em livre demanda

Mamo porque gosto!!!

Agradeço profundamente todos os conselhos de amigas e amigos. A nossa conclusão (minha e do Dani, a gente decide junto) foi que ficaremos com a melhor parte de todos os conselhos: continuaremos em livre demanda e, ao mesmo tempo, estabelecendo uma rotina pra Maitê.

Ontem fizemos um dia de teste em livre demanda e resolvemos retomar esse método. Pelos seguintes motivos:

1. Eu e ela ficamos mais FELIZES assim. Ela adora mamar e eu adoro vê-la mamar.

2. Isso significa que eu não PRECISO de mais tempo pra mim. O meu tempo é todo pra ela. Pra isso que eu sou paga (e bem paga, graças a Deus) pra ficar seis meses em casa de licença-maternidade, mais um mês de férias. Eu dou conta de ter para mim o tempo dos intervalos (convenhamos, eu consegui ir ao salão, fazer pé, mão, cortar cabelo e depilar com ela mamando em livre demanda, é só uma questão de organização). Ainda mais que agora eu consegui colocá-la no sling do jeito certo (eu estava colocando ao contrário, não sei se falei isso por aqui) e consegui até lavar louça com ela no colo! (uhuuuuuu! meu pai vai ficar meio assustado quando ler isso. Pai, fique tranquilo, muitas mulheres fazem o mesmo, você pode ver vídeos no youtube…).

3. Eu não preciso determinar tempo de mamada pra minha filha ter uma rotina. Ela já tem. Desde os primeiros dias em casa, ensinamos a ela o que é dia e o que é noite (dia = luz, vento e barulho; noite = tudo ao contrário). Tanto que esta noite ela dormiu de 23h até 6h20 direto (eu até assustei quando percebi que a noite inteira tinha se passado e eu simplesmente dormi)! Ela toma banho sempre no final da tarde/ começo da noite, e sempre que possível eu faço a massagem da Shantala antes do banho. Agora eu vou começar a levar mais a sério esse negócio de levá-la pra passear de manhã, para a rotina ficar mais rotineira ainda.

4. Ela está se desenvolvendo bem assim.E por ser prematura, ela tem que se desenvolver sempre otimamente. Além do que, com a idade corrigida, ela ainda não completou 2 semanas.

5. É horrível ver minha filha passando fome. Me lembra os dias em que ela teve que passar fome dentro da barriga, e agora eu não preciso proporcionar isso a ela voluntariamente.

6. Ela nunca ficou chupetando no meu peito: todas as vezes que ela ficou mais de uma hora mamando, foi porque estava efetivamente precisando mamar.

7. Na real, ela estava mamando a mesma quantidade de tempo na livre demanda e na rotina. Só que com a “rotina” eu tinha que gastar a meia hora de intervalo a mais e acabava demorando mais para mim. Então, por que não deixá-la mamar na hora que ela quiser, se é o melhor para nós duas?

8. Com a criação da rotina, meu leite tava escasseando e eu quero que minha filha mame  muito, de preferência até pelo menos um ano e sempre no peito. Eu ainda quero que continue sobrando leite pra eu doar pro banco de leite.

9. Li vários relatos de que com o tempo ela vai diminuindo o tempo de mamada e organizando os horários de mamar. E outros que dizem que, caso a rotina não chegue a ficar muito organizada até quando começarmos a introduzir os outros alimentos, os horários de papinhas e suquinhos ajudam a organizar a rotina. Se eu tivesse que voltar a trabalhar após 4 meses de licença, acho que seria mais urgente estabelecer a rotina mais rápido, mas por enquanto não precisa.

10. Minha mãe me disse assim: você tem que olhar nos olhos da sua filha e entender, com ela, o que é melhor pra ela. No dia dos 40 minutos, os olhos dela não brilharam como brilham com a livre demanda. Ela sorri muito feliz quando mama tudo o que quer e precisa. E se a gente deixou ela escolher se ia ter enfeite no armário ou não, convenhamos, seria um ABSURDO não deixar ela decidir o horário em que ela está com fome e suprir essa necessidade!!!

2 PS:

1. PS Esclarecedor – eu perguntei no post anterior se era manha quando ela estava chorando e eu peguei ela no colo e ela parou. Na verdade, eu também não acho que era manha.

2. PS Anedótico sobre a livre demanda:

Nos dias em que ficamos internados com a Tetê no hospital, eu estava tão, mas tão absorvida pela (falta de) rotina da amamentação, que aconteceu o seguinte episódio:

Estava eu sentada na cama, tarde da noite, com as costas da cama levantadas, terminando de jantar. Assim que eu acabei, o Dani me pergunta:

– E agora, você vai dormir?

E eu pensei, mas não falei (quer dizer, depois eu falei pra ele rir!):

– Não, ainda não posso, precisa esperar uns 10 minutinhos pra eu arrotar!!!

Hahaha, foi surreal…

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9 respostas para 10 razões por que decidimos continuar em livre demanda

  1. jana, mãe de mateus disse:

    lili, vc fez bem. sentiu a experiência e decidiu por si. eu sou adepta, pois acho que as coisas se ajustam. e a segurança mútua gera autonomia. estou indo semana que vem. uma pena não podermos nos ver agora, mas tenho certeza que nossos caminhos se reencontrarão. viva nossa felicidade. viva a beleza de tereza e mateus. viva a saúde deles. viva o amor.

  2. Ligia disse:

    Belíssima reflexão! E, ó, eu sei que você não acredita em birra. Eu também me perguntava sempre que Cora me exigia mais colo, mais peito, mais presença… mas era meio um pensamento escapulido. E ontem, quando te escrevi, já não tinha nas mãos o livro do González, onde ele fala sobre o quanto estão arraigadas dentro da gente duas correntes diametralmente opostas: (1) as crianças são anjos e necessitam atenção e cuidados para converterem-se em adultos encantadores; (2) as crianças são egoístas, malvadas, hostis, crueis, manipuladoras e precisam de rígida disciplina. Ui, que exagero, você pode pensar. Pra este momento da sua vida com Teresinha, é mesmo. Mas é importante ter isso em mente, pois a pequena vai crescer. Cora tem 16 meses (idade desafiadora essa!) e começou a brigar pelos seus brinquedos, empurra os amiguinhos que encostam a mão em mim, chora quando vê alguém com alguma coisa que ela quer e não pode ter. Ela é mimada? Aqui em casa, decidimos que não. Ela está sentindo coisas muitíssimo novas – raiva, frustração e inquietude, sentimentos verdadeiros, mas não bonitos, e por isso a gente normalmente cresce escondendo isso dos outros – e nós precisamos ajudá-la a lidar com eles. Pode bater nos outros? Não, de jeito nenhum!!! Mas tudo bem sentir-se irritada. Vamos ajudá-la a expressar isso, a encontrar um jeito de crescer com isso. A dizer o que pensa, a ponderar, a negociar com os outros. Mas enfim… Depois a gente volta a falar disso. Por ora, festejamos daqui a livre demanda!

  3. Paloma disse:

    Parabéns, Lídia! Siga os seus instintos e veja o que é melhor para a sua filha. Você vê no rosto dela, basta observá-la com tempo, sem pressa. E respeitar o tempo dela. Não precisa de pediatra-tirano para te dizer isso.
    Beijos

  4. marcy disse:

    Li,

    Como não sou mãe, não tenho opiniões para dar, mas sei que vc está fazendo o que seu coração e experiência de vida te dizem que é o melhor.
    Estou acompanhando por aqui e torcendo para a Tetê ficar cada dia mais feliz e saudável.
    Mudando totalmente de assunto:
    Sonhei com a Tererê ontem. Foi engraçado. Ela estava aprendendo a andar, daquele jeito meio bambeando, entrando no quarto dela, com o Dani segurando as mãozinhas dela no alto, só que com o tamanho que ela tem hoje! Engraçado.
    Acordei pensando: Ai, será que estou vendo pouco a Teresa e já estou me sentindo culpada, achando que só vou encontrá-la qd ela estiver quase andando!
    Acho que não, né? Posso devolver o livro no domingo, então vou ver a Tererê. Deu tudo certo na prova. Ligo para combinar.

    Beijos aos três.

    • Gabriela disse:

      Como a Marcy, não posso dar maiores opiniões aqui, pois também não sou mãe. No entanto, a cada novo post (confesso que estou viciada nesse blog!), me emociono ou rio mais. Essa frase da avó da Teresa de “entender com ela mesma o que é melhor” é linda!

      E você ainda organiza seu tempo para contar tudo, dividindo sua experiência com a gente. Sou sua fã, Lidia!!

      Beijo

  5. Lucimara disse:

    To orgulhosa de voce Lidia, mais que tudo vc ouviu seu “coracao”. Este post fez meu dia mais feliz. Agradeco a Deus por suas vidas
    Amei a dica da sua mãe

  6. Vania Negri Martins Fontes disse:

    Legal vc ter aberto este espaço para reflexão e discussão, Lídia! No ímpeto de te aconselhar, todas nós mães, refletimos sobre nossa conduta, ouvimos e aprendemos com diferentes opiniões.
    O importante é o que vc falou: Estarmos FELIZES e vermos tb nossos filhos felizes, independente da “metodologia” adotada por nós.
    Que Deus continue a abençoar a vida da Teresa e te capacitar como Mãe! É bom demais viver a maternidade, não é mesmo???
    Beijos meus e do Matheus pra vc e Teresa.

  7. Deinha disse:

    O mais legal disso tudo é mesmo dividir as nossas dúvidas!!! Ouvir o nosso coração é sempre a melhor escolha!

    bjs

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