Chegamos e estamos instalados. Graças a Deus

Bom, pessoal, chega de enrolação, já é hora de darmos notícias de San Diego!

Vovó Amelia segura o Pablinho no avião, pra mamãe ir ao banheiro e o papai dormir!

Vovó Amelia segura o Pablinho no avião, pra mamãe ir ao banheiro e o papai dormir!

A viagem foi longa, 22 horas no total, mas até que foi boa. Com a ajuda da galera, chegamos ao aeroporto de Brasília com 3 horas de antecedência e as nossas 9 bagagens. Nossas reservas de acento tinham caído, teve que reemitir o bilhete da outra companhia, aí eles perderam a passagem do Pablo (que só foi emitida depois que ele nasceu. As nossas tinham sido compradas bem antes). Todo o tempo de conexão em São Paulo foi gasto com isso, e pra tentar colocar minha mãe sentada perto da gente… No final, acabamos contando com um passageiro solidário que trocou de lugar com ela (dica: se você está viajando com um bebê ou criança e não conseguiu os lugares juntos, fique nos melhores assentos próximos possíveis, janela ou corredor. Isso facilita a boa vontade do povo de trocar. Ah. E pede com cara de quem precisa muito, afinal você precisa mesmo!).

Crianças Neves (atenção! Os bebês estão trocados!)

Crianças Neves (atenção! Os bebês estão trocados!)

Ainda em Guarulhos, conheci meu sobrinho Timoteo, um fofo! Vi minha irmã, cunhado, pai, sogros… Mas não tivemos tempo nem de tomar um lanchinho com eles. Foi bom porque a Tetê se divertiu bastante, matou as saudades dos avós, conheceu o primo e… Dormiu a noite inteira.

Tínhamos escolhido um voo de noite justamente por essa possibilidade, e felizmente funcionou. A Teresa só acordou em Chicago, e foi um agito só até San Diego! Pra pegar um voo noturno, acabamos viajando algumas horas a mais, e achamos que valeu a pena!

O Pablinho ficou no wrap sling praticamente o tempo todo, acordava só pra mamar — e fazer cocô! E que cocô! No voo internacional, o ar condicionado estava muito forte. Eu o protegi como pude, mas ele acabou pegando um resfriado que durou os próximos 10 dias, tadinho!

Na última hora, acabamos decidindo viajar sem carrinho de bebê, porque tínhamos carrinhos à disposição em San Diego e teoricamente as companhias emprestam. Mas isso foi uma roubada, porque tivemos que carregar as crianças e as bagagens de mão por longos trajetos! Ainda bem que minha mãe foi junto com a gente, senão não teria sido possível! O momento mais difícil foi passar pela alfândega americana com as duas crianças no colo e 15 bagagens! Não, minha mãe não tinha seis malas. É que nossas bagagens de mão deram filhotes: casacos, biscoitos, sabem como é … Ah, lembrando ainda que, nos Estados Unidos, você tem que tirar tablet, computador, cinto, casaco, sapato… até em voos nacionais!

Instalados

Chegando em San Diego, a família da Clara nos buscou (com 2 carros), nos hospedou, comemorou os 3 anos da Tetê com a gente (vai outro post em homenagem depois!), nos ajudou a montar a casa (aqui você tem que mobiliar a casa inteira! Só tem os eletrodomésticos grandes! E de coisa grande, só compramos os colchões, o rack da televisão e a escrivaninha).

Festa de 3 anos número 3 da Tetê! De Dora Aventureira! Trouxemos tudo do Brasil e, três dias depois de chegarmos, comemoramos na tia Selih e Uncle Roger, com tia Hilse e vovó Amelia. Pronto! Está formado o exército de anjos!

Festa de 3 anos número 3 da Tetê! De Dora Aventureira! Trouxemos tudo do Brasil e, três dias depois de chegarmos, comemoramos na tia Selih e Uncle Roger, com tia Hilse e vovó Amelia. Pronto! Está formado o exército de anjos!

Outra coisa legal é que no centro internacional da universidade tem um lugar que empresta coisas de casa, ou melhor, aluga por um preço irrisório. Pegamos berço, panelas, banheira, cabides, luminárias, ferro, torradeira, pratos e muito mais por 30 dólares/mês. Tudo é administrado por voluntários! Quando eu me aposentar, quero fazer alguma coisa tão legal quanto o trabalho deles!

Nos mudamos pra nossa casa em uma semana. Quinze dias depois, surgiu um apartamento da universidade para nós, bem mais barato! O problema é que, para sair de onde estamos, ou pagávamos uma multa gigante, ou arcávamos com o aluguel daqui também, até eles conseguirem outro inquilino. Mas as aulas na universidade já tinham começado, a procura tinha diminuído… Entre o risco de custos a mais e o trabalho da mudança, ficamos no mesmo lugar!  O pessoal da residência universitária nos deu a dica de, na próxima vez, dizermos que chegamos 15 dias antes da data verdadeira. Baita gambiarra americana. Agora a gente já sabe, mas não deu pra nós!

Logo que nos mudamos, corremos pra comprar um carro – velho, claro. Aqui você precisa de carro praticamente pra tudo. O transporte público de San Diego consegue ser pior que em Brasília! Compramos um carro americano, mas depois soubemos que os carros velhos japoneses são melhores! Ainda não trocamos, mas de vez em quando pensamos no assunto… Aguardem os próximos capítulos.

Em uma semana também já estávamos adaptados ao fuso horário — seis horas de diferença, agora que acabou o horário de verão aqui e começou aí no Brasil. E agora o sol se põe às 17h, e esfria… Já me acostumei, mas no começo eu achei meio deprimente! O bom é que, como ensinamos a Tetê que “de noite é hora de dormir”, conseguimos começar a acalmar nesse horário e com, isso, ela tem dormido um pouco mais cedo: às 22h! kkkk. Claro que eu não expliquei pra ela que o horário mudou!

Aí corre pra abrir conta em banco, mandar as informações pra bolsa, matricular filha na escola, conhecer o comércio local, enfim, tocar o barco da vida, né? A gente brinca aqui que, quando tivermos aprendido o suficiente sobre San Diego, vai estar na hora de voltar para Brasília!

Na América como os americanos

Aproveitamos a presença da minha mãe e as dicas da Tia Selih e Tia Hilse pra criarmos uma vida doméstica prática, viável com 2 crianças e marido doutorando, de modo a ainda ter tempo de brincar, descansar um pouco, passear e, quem sabe, fazer amigos e melhorar um pouco o inglês! Risos. Ficam as dicas que aprendemos por aqui, para donos/as de casa do século XXI!

Limpeza: fazemos um ciclo semanal: passar aspirador nos quartos (com carpete), limpar o chão do resto da casa e tirar o pó (tudo com lencinhos umedecidos apropriados – limpa bem e desinfeta! E depois é só jogar no lixo!), limpar os banheiros (também com wipes). Comprei um spray natural que é só espirrar e ele esteriliza os brinquedos do bebê. Minha faxina aqui é no capricho, já limpei altas sujeiras históricas! Ainda não chamamos a faxineira nenhuma vez!

Roupas: lava tudo na máquina, seca tudo na outra máquina e não precisa passar quase nada! Se você demorar e a roupa ficar um pouco amassada, coloca num cabide, pra tomar um vaporzinho no banheiro. Só lavei à mão as roupas de lã feitas pelas avós. E pela primeira vez, vou ter que passar duas camisas que demoramos muuuuito para pendurar! Também fazemos ciclos semanais: segunda – Pablo, terça – nós outros, quarta – extras (cozinha, chão, excessos de roupas), quinta e sexta – cama e banho. Aqui, os próprios detergentes tiram manchas das roupas, mas ainda compramos um tira-manchas especial que é fantástico!

Cozinha: compramos uma panela de pressão elétrica, então é só programar e ela faz o arroz e o feijão pra hora que quisermos, tem temporizador e não precisa vigiar! Estamos comendo legumes de saquinho alguns dias, e o produto de lavar saladas aqui só precisa deixar 30 segundos de molho! Fantástico!  Aí é só fazer a carne… Colocamos toda a louça na máquina, exceto as facas de corte.

Além disso, estamos ensinando a Tetê a ajudar na limpeza. Ela é doida com os wipes! Já tirou pó, limpou banheiros e o chão. Só de guardar é que ela não gosta muito, aí tem dias que minha casa fica bagunçada, mas normal em casas de crianças!

Bom, com isso, quero dizer pra vocês que estamos bem, sobrevivendo ao American way of life e ainda conseguindo passear e nos divertir. Isso porque o Dani é parceiraço, pega no batente forte e, sempre que pode, ele estuda em casa, então quando o bicho pega com as crianças, ele me ajuda!

Dia de Ação de Graças

This isn't just a turkey, As anyone can see. I made it with my hand, Which is part of me! It comes with lots of love Specially to say - I hope you have A very happy Thanksgiving Day! (feitos pela Tetê, na escola)

This isn’t just a turkey,
As anyone can see.
I made it with my hand,
Which is part of me!
It comes with lots of love
Specially to say –
I hope you have
A very happy Thanksgiving Day!
(feitos pela Tetê, na escola)

Neste thanksgiving, agradeço a Deus por todo o cuidado e todo o aprendizado até aqui! Como vocês podem ver, temos muito a agradecer! (aliás, gente, por que nós evangélicos comemoramos essa data no Brasil, mesmo? Presidente Dutra instituiu por quê, se é uma data em que os americanos comemoram que os peregrinos sobreviveram às dificuldades de colonização? E se comemora também a colheita, que no Brasil também não é nessa época!)

Bom, mas como estou nos Estados Unidos, vou comemorar a data e agradecer pelo Dani, porque estamos conseguindo superar esse turbilhão unidos; pela Maria Teresa e pelo Pablo, que são dois filhos lindos e amados; pela minha mãe, Selih, Roger e Hilse, que nos ajudaram na instalação por aqui; e porque temos visto a mão de Deus nas pequenas e grandes coisas.

Por do sol em Pacific Beach. Deus nos ama nos detalhes!

Por do sol em Pacific Beach. Deus nos ama nos detalhes!

Termino este post com a foto deste por do sol que vimos há dois dias, em Pacific Beach. Chegamos lá e havia densas nuvens, não seria possível ver por do sol nenhum! A Tetê orou e o “Pai do Céu” abriu as nuvens desse jeito rosa e fantástico! Junto com a Thais Perez, amiga dos tempos da igreja do Morumbi-SP, que só tinha este dia para ver o sol se por em San Diego!

Nos próximos posts, volto ao meu assunto favorito: as crianças!

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6 respostas para Chegamos e estamos instalados. Graças a Deus

  1. vovó Amelia disse:

    Eu tenho tanto que agradecer a Deus que nem sei por onde começar… Mas compatível com este post, quero agradecer o exemplo dos meus pais que fizeram o possível e o que parecia impossível para nos ajudar com as pimpolhas pequenas … Logo, foi simples seguir o modelo..
    Quero agradecer à parceria de vida do JWilson, que me apoiou em todos os sentidos para esta viagem…
    Quero agradecer a coragem e desprendimento de vocês, Lidia e Daniel, um exemplo pra mim…
    A presença da Heloisa e do Rodrigo com o TimTim no aeroporto…
    Quero agradecer cada baraço da Tete, cada sorriso do Pablo, a dedicação da Selih, do Roger , da Hilse…
    Louvo a Deus pela oportunidade de viver com vocês em minha família!!!

  2. Nando disse:

    Muito interessante todo o seu relato, obrigado por torna-lo público e ajudar outras pessoas com tantos detalhes. Eu penso em fazer o mesmo, ir para os EUA com 2 filhos assim como vocês, gostaria de fazer uma pergunta. Como foi o processo para sua filha estudar? Eu sei que o visto de acompanhante permite estudar, mas como funciona o processo de escolha da escola, transporte, tem algum custo?

    Obrigado.

    • lidianeves disse:

      De nada!
      Minha filha é muito pequena, então ela está na preschool, que é privada.
      Para crianças um pouco maiores, acho que a partir de 4 ou 5 anos, tem a escola pública, que até onde eu saiba é por proximidade com a casa, e tem o school bus que é público também…
      Precisa dar uma olhada se o seu tipo de visto dá direito a estudar na escola pública.
      Abs!

  3. Lidia! muita luz nesse novo projeto de vida de vcs! um beijo na Tete e um cheirinho no Pablo!

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