Pablo, um ano: cadê o bebê?

Pablinho está completando um ano. E mais seis meses se passaram até que eu conseguisse contar mais novidades do bebê. Quer dizer, praticamente uma criança, né?

11 meses: escalando o brinquedo de latas do CCBB Brasília

11 meses: escalando o brinquedo de latas do CCBB Brasília

Com seis meses, começou a comer as quatro refeições por dia. E declarou que não é mais um bebê. Rejeitou a papinha, quis comida inteira, em pedaços grandes, comer com a mão dele. É o famoso Baby Led Weaning (BLW), que eu acabei conhecendo na prática. O bebê come o quanto quer, com sua mão. E não, ele não engasga comendo desse jeito. Assim que ele fez seis meses, atacou (sim, eu disse atacou) a comida da Teresa e rejeitou amplamente os amassadinhos que estavam no prato dele.

Com os mesmos seis meses, disparou a engatinhar pela casa — ainda devagarinho, mas constantemente. Os seis meses do Pablo foram aqueles do desmonte da casa de San Diego, e o Pablo foi, de certa forma, um grande parceiro. Quer dizer, como ele estava muito — muito! — apegado a mim, e eu estava desmontando a casa, ele ficava sempre junto. Um pouco longe da poeira, quero dizer. E eu sempre o encontrava em um lugar diferente do que deixei.

6 meses: baby led weaning

6 meses: baby led weaning

Ainda com seis meses, ele falou. Com convicção. Falou “vovo” — assim, sem acento, porque falou pros vovôs e pras vovós. Foi praticamente um mês cercado de avós, somando os últimos dias de San Diego (com meus pais) e os primeiros de Brasília (com minha mãe e depois meus sogros).

E se apaixonou pela brincadeira do Cadê e Achou. Ou Peekaboo, em inglês. Sim, ele brinca nas duas línguas. E agora, com quase um ano, fala: “Tê? Boo!”. Pergunta em português (Cadê?), responde em inglês (Peekaboo), realmente ele pegou a palavra mais marcante de cada língua na brincadeira.

Aí veio a viagem de volta, que eu já contei, né? Foi no dia em que o Pablinho completou sete meses. E depois veio o desmonte das malas.

7 meses: visita a São Paulo e a primeira brincadeira com o primo Timoteo

7 meses: visita a São Paulo e a primeira brincadeira com o primo Timoteo

E em seguida, a escola. Três dias depois que a gente chegou. Isso. É. Eu disse que era uma loucura. Risos. Mas eu queria participar da adaptação dele na escola, pra dizer que eu achava isso uma coisa boa, pra conversar com as professoras. Segundo filho é bem mais fácil de adaptar na escola do que o primeiro.

9 meses: em pé, na festa junina da escola

9 meses: em pé, na festa junina da escola

Inclusive, foi mais fácil adaptar o bebê na escola do que a criança. A Tetê chorou três meses (assunto para o próximo post!). O Pablo só chorou quando a Tetê deu uma trégua. Graças a Deus. Isso significa que… ele teve pouca oportunidade. E pra complementar, tinha ela: a Simone, uma cuidadora que é a verdadeira paixão do Pablo. Isso, assim a mãe já vai desapegando e quando se tornar uma sogra, tudo fica mais fácil. Para vocês verem que eu não estou exagerando, ele sai do meu colo pro dela. E poucas vezes se arrepende. E eu o amo mesmo assim (ou até por isso!).

Na escolinha, o bebê que já era muito desenvolvido disparou. Engatinhou bem rápido. Sentado, apoiado em uma mão só. Lindíssimo. Espertíssimo. Fazia corridas com os amigos em torno da sala do berçário. Percorre o nosso apartamento inteiro com uma rapidez de se ver. Brinca com a irmã de dar gosto no coração de uma mãe e um pai (ainda que a irmã nem sempre corresponda. Risos).

Com oito meses, acelerou o engatinhar. E passou a cantar mais, interagir mais. Um dia, o vejo o Pablinho apontando um dedo pra outra mão. “Meu pintinho amareliiiinho”, canto. Ele morreu de rir! Como quem diz: “minha mãe conhece! Que orgulho”. E isso se repetiu muitas e muitas vezes. Assim como o parabéns. Quando eu falo parabéns por qualquer motivo, ele bate palmas, como se fosse pra cantar. Fofura. E agora, na véspera do aniversário, é todo dia!

Falar mesmo, ele fala pouco. Afinal, a Tetê sempre traduz o que ele quer. Mas ele fala Tetê. Bem cochichadinho, cheio de charme. E fala PAPAI, com a boca bem cheia, bem marcado. Fala “Pabo”, sempre. Mamãe, veja bem, ele fala. Na hora da manha. Aos poucos, foi falando mais. “Aba” (água), neném (e baby, às vezes. Não é fácil ser bilíngue).  E, recente, BO (de bola). Ele é louco por bola. Não sei se é instintivo ou se ele aprendeu com os amigos da escola. Porque aqui em casa, não somos muito viciados. Apesar de que teve a Copa do Mundo, né? Ele adooooora uma bola! Corre atrás, e agora chuta. Mas peraí que ele ainda nem ficou em pé.

9 meses: Copa do Mundo e o torcedorzinho mais animado!

9 meses: Copa do Mundo e o torcedorzinho mais animado!

Pois foi com nove meses que o Pablinho ficou em pé. E não queria mais sentar, nem engatinhar, nem nenhuma das conquistas anteriores. Foi um mês de muita agonia — que se somou à agonia de dois dentinhos lindinhos que nasceram, embaixo, no meio. Com nove meses, veio a Copa do Mundo e muito trabalho pra mamãe. E alguns prazeres também. Como assistir França x Nigéria no estádio Mané Garrincha. Ou seja, #tônacopa . Também foi por isso que eu demorei tanto pra escrever, viu, gente? Tava escrevendo — e trabalhando, de modo geral — demais lá na EBC. Mas valeu. O Pablo adorou a copa. Assistia, torcia, pulava. Sim, eu disse pulava. Sentado mesmo. E descobriu o pula pula. Mas também pulava no chão, mesmo. E torcia muito, pra valer (uh- uh- uh!).

Aí vieram os dez meses e o Pablinho andou. Quer dizer, soltou da nossa mão. E ganhou o mundo. Foi ficando mais danado, sabe? Tudo o que eu imaginei que minha casa já era adaptada para bebês, tudo que eu achei que a Tetê já tinha sido uma criança danada, o Pablo piorou um pouco. A caixa de CDs protegidos foi chacoalhada, e quase que eles quebram. Os tupperwares da cozinha e outros utensílios vivem indo pro chão. E a grade de segurança pra deixar o bebê fora da cozinha? O Pablo ARRANCOU, minha gente! Quem aguenta? Aí ele pega a escova de dente e usa pra mexer a água da privada. E invade os banhos da irmã. E desenrola o papel higiênico. E quer mexer no lixo. Benza Deus, ai meu Deus! Ele caiu da minha cama pela segunda vez, pra me matar de susto — a primeira tinha sido com sete meses. Ele não para quieto!

11 meses: elegante, no casamento do tio Max e tia Ana

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E com os onze meses, ele disparou a correr, picar papel, decidir o caminho por onde eu devo andar (já que às vezes ele não quer soltar minha mão). E escalar cadeiras. Sim. Ele sobe na cadeira como se fosse escada (ele também sobe escada) e depois senta, como se ele não estivesse com o pé onde deveria estar o bumbum. Ah, e ele também adora fazer carinho. Até em objetos. Ele encosta a cabeça assim devagar. Mas às vezes não é tão devagar assim, e a cabeça dele vive cheia de galos. Pelo menos três de cada vez. Quando um some, eu já sei que vem outro tombo. Ele faz carinho na gente, mas parece mesmo é uma porrada. A gente está tentando ensinar, mas o combate é BRUTO!

Nesse período, o Pablo também ficou menos bonzinho. Pra evitar abusos, vale registrar. Agora ele grita se a Tetê arranca um brinquedo da mão dele ou se ele quer um colo (o meu, no caso) que está ocupado pela irmã. É assim mesmo, com isso as coisas vão se equilibrando por aqui. Os dois filhos garantem seu tempo.

Difícil está garantir as nossas costas. Porque um bebê de 11 quilos continua sendo um bebê no sentido de precisar de colo. Ainda bem que cada vez mais ele gosta de andar. Eu fico impressionada como é que o Dani consegue voltar com as duas crianças e suas respectivas mochilas da escola, de táxi, sozinho. Pra mim, este pai é um verdadeiro herói. Mas as nossas costas doem e uma providência deve ser tomada nos próximos tempos. Leia-se atividade física.

Tá aí. O Pabão tá fazendo um ano e, nesse meio ano, como vocês podem perceber, ele se negou a ser bebê. “Sou criança, mamãe”, diria ele. Está sendo uma experiência muito enriquecedora e divertida ser sua mãe (e seu pai, e sua irmã), queridíssimo Pablo. Te amamos. Você tornou a nossa vida muito mais dinâmica — e feliz! — do que era antes.

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5 respostas para Pablo, um ano: cadê o bebê?

  1. vovó Amelia disse:

    A vovó conhece um Pablo encantador que vem no colo para dar longos Abraços, mesmo quando tudo o que quer é o colo do papai ou da mamãe, que deixa o sorriso nascer devagarzinho nos cantos da boca e iluminar todo o rosto, que corre para abraçar o tablet em nossas conversas pelo Skype ,que fala vovó de forma sussurrada ,que ama um carrinho,capaz de entender ordens como ” busca”, “joga para Tete:, “dá pra vovó”, “coloca esta peça aqui”…
    Você realmente me encanta,me apaixona….
    Sou grata a Deus por existir entre nós..

  2. leticia disse:

    Parabéns para o Pablo! Só para registrar que o relato do seu parto natural também me encorajou a ter o meu em junho. Mateus nasceu quase em casa e com apenas 30 min após chegar ao hospital. Valeu demais, naturalíssimo e sem nenhum corte ou agulhada! Abraço

  3. gpsdir2 disse:

    Oi! Como vc fez com as vacinas? São as mesmas do Brasil? beijos!!

    • lidianeves disse:

      Basicamente sim… mudam as datas, eu segui os EUA. E estou dando meningite e febre amarela na volta. Só é bom ficar esperta pra ver se vc consegue na rede pública americana. Na Califórnia tinha e eu só descobri após pagar umas particulares. Abs

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