10 fatos sobre o Pablo

Filho,

Pela primeira vez, consegui escrever um post só sobre você! É a vida, né? Ufa! Ainda bem que não ficou para 2014!

Segundo filho, no meio de uma grande aventura (neste momento, na road trip para San Francisco), temos muito o que fazer e pouco tempo pra escrever…O importante é que chegou o momento…Assim podemos dividir um pouco mais com os amigos e o mundo o que já conhecemos de você.

1- É muito querido e bonzinho

Eu diria que é impossível não amar você! Está sempre feliz, gosta de brincar, distribui sorrisos até para desconhecidos, desde os 2 meses: basta puxar uma conversa contigo, em português ou inglês… Ah, desde os dois meses você conversa! É, mãe e não são palavras que você aplica direitinho no contexto. Para todo o resto, você usa uh – uh, língua do vovô José para bebês!

Você quase nunca chora (só se estiver com cocô ou com agonia de dente, e se a gente não percebeu os 8 sinais que você tentou dar antes!). Pra mamar, eu tenho que adivinhar que já está na hora! Só uma vez que você ficou irritado de verdade, porque estava com fome e a gente preso no trânsito de Los Angeles. Eu não quis te tirar e você abriu o maior berreiro!

Adora ficar em qualquer lugar: carrinho, tapetinho, cadeira treme-treme (só não gosta que balance muito), sling, canguru… Até pede pra sair do colo de vez em quando! Aceita bem as esmagadas que sua irmã te dá de vez em quando (claro que a gente procura educar pra não ser forte demais, né?) e topa numa boa sair do colo pra dar a vez pra Tetê!

Sorriso mais lindo deste planeta!

Sorriso mais lindo deste planeta!

Ah, claro, como não dizer: viaja e passeia um monte com a gente, sem reclamar: se mudou pra San Diego com um mês, alguns dias depois já foi ao Sea World, zoológico, Disney, Universal Studios (emLos Angeles, onde já viemos três vezes!), N atividades na escolinha da Tetê, na universidade do papai, parquinhos mil… E tudo no maior sossego, dormindo horas, ou no maior bom humor do planeta.

2- Está crescendo muito rápido (como carregar um bebê gigante e pesado?)

Você nasceu com 4 kg, completou um mês com 5,5 (roupa M), dois meses com 7 (roupa G) e três meses com 8 kg (perdendo roupas de 12 meses, indo para 18 meses). Até agora, não houve uma única semana sem perder roupas! Surreal! Passei os dois primeiros meses da sua estadia aqui tentando arrumar o seu armário. Agora eu consegui… Ou desisti? Bem, basicamente, estou comprando roupas um pouco maiores do que o seu tamanho, para ter um pouco de sossego. E ainda bem que você alcançou os 4 meses ganhando apenas alguns graminhas!

Esse seu crescimento acelerado chega a me deixar sem ar! Você está tão pesado que meus braços dormem quando eu te amamento sentada e com o braço apoiado; doem quando eu te carrego no muque; e meus joelhos e pernas doem se eu fico muito tempo com você no colo. Ah, você também me deixa sem cálcio! Mesmo tomando muito leite, queijos e complemento, minhas unhas quebraram várias vezes quando você tinha dois meses!

Pablo no canguru, mamando (na Missão de Santa Bárbara, há 2 dias!)

Pablo no canguru, mamando (na Missão de Santa Bárbara, há 2 dias!)

Com isso, e considerando que você é o segundinho, a forma de te carregar foi uma das principais questões da nossa família nesses 3 primeiros meses. A solução do wrap sling era perfeita, até que você ficou pesado demais e o sling começou a ceder. Além disso, te colocar por cima do sling dava muito trabalho! Tinha que esticar meu braço inteiro! Passamos pelo sling de argola, mas eu acho ele melhor pra bebês que já sentam, com bebê molinho e grande não fica tão firme, aí acabei descobrindo um canguru que é anatômico, não faz mal nem pro bebê nem pros pais: o Ergobaby (por um acaso, é o mesmo que a Giselle Bundtchen usou…).

Também descobri que me iludi quando achei que, com um carrinho só, sua irmã andaria parte do trajeto, então você poderia ir um pouco no carrinho. Quer dizer, ela até anda um pouco, mas ficou com um pouco de ciúme do carrinho…. Então te colocar no único assento virou uma dificuldade…

A solução seria partir para um carrinho duplo. Pesquisamos, fomos até a loja e… Carrinhos duplos não cabem no nosso carro! Até pensamos em trocar de carro, mas acabamos achando uma cadeirinha (stroller board) que anexa ao carrinho — a qualquer carrinho! Aí compramos pra Tetê, que está adorando a cadeira de irmã grande, se sentindo super importante, e te deu a vez no carrinho. Minhas pernas agradecem!

3- “Eu me remexo muito!”

A música do Madagascar foi sugerida como tema do Pablinho pela tia Maricota e pela minha amiga Ginny. E é verdade. Ele adora se movimentar!

Pablito dança na banheira como um bebê de 10 meses! Com um mês, aprendeu a bater o pé e faz a maior molhadeira no banheiro!

Ele adora brincar! Bate nos brinquedos do tapete de atividades e da cadeirinha treme-treme com a maior força!

Ele dá o mesmo giro 360 graus que a Tetê no berço, e já tentou pular do colo duas vezes! Se joga pra trás quando quer se deitar, pra frente quando quer sentar…

4-Odeia sujeira

E quem gosta, né? Quer ver o Pablinho agoniado? É só ele estar com a fralda suja, ou deixar passar a hora do banho! Aí rola o maior chororô… O que, por um lado, me dá um alívio de saber que ninguém vai ficar abusando da sua vontade, né?

5- Dorme  a noite inteira

Na única noite em que dormimos no hospital, quando você nasceu, as enfermeiras queriam que eu acordasse de três em três horas pra te dar mamá, com medo de você ter hipoglicemia por ser muito grandão — 95% na curva de crescimento. Já nessa noite, perdemos a hora e você dormiu umas cinco horas seguidas. Depois foram seis, sete, oito horas… Não posso reclamar da vida. Aliás, você tem três meses e meio e acabou de dormir a noite inteira três noites seguidas, das 22h até quase 6h!

Além de dormir bem, você também gosta de dormir sozinho muitas vezes: até pede pra ir pro berço quando está cansado.  Consegue se ninar sozinho, chupando a própria mão ou um paninho.

O mágico de tudo isso é pensar como você consegue dormir apesar da bagunça da sua irmã! Vocês dividem o quarto desde os seus dois meses, a pedido da Maria Teresa, que estava “se sentindo muito sozinha”. Ela prometeu não gritar mais no quarto para não te acordar, e ela bem que se esforça, mas às vezes escapole um barulho, ou um carinho meio bruto… Que felizmente não abalam seu sono nem seu humor!

Agora, você dorme a noite inteira, desde os quatro meses. E está adaptando seu fuso horário ao dela, indo dormir a partir de 21h30. Mas não exagere, porque eu quero que a Tetê durma mais cedo também!

6- Mama forte. Em livre demanda. E quase começou a comer

Em geral, em 10 minutos o Pablo já saciou a fome dele. Ele mama no sling, no canguru, em qualquer lugar… Não precisa de silêncio, sossego, nada disso. Quando ele era pequenininho, até engasgava de tão rápido que mamava. Depois, veio o arrotão,  a golfadona. E pelo menos duas horas de intervalo até a próxima mamada!

Pablo e a mamãe. Foto tirada pela Tetê

Pablo e a mamãe. Foto tirada pela Tetê

Com isso, tenho bastante tempo livre para brincar com a Tetê, com o Pablo, arrumar a casa… Ou seja, tempo livre pero no mucho.

Mas na medida em que os 4 meses se aproximam, tem mamado mais e mais… Nos últimos dias, achei que não ia dar conta, mas por enquanto, estamos sobrevivendo!

Pablinho está super curioso com as comidas, então, aos 3 meses e meio, chupou uma cenoura, e adorou. Não, eu não pretendo introduzir alimentos por agora…

Por recomendações do pediatra americano, seguindo as novas tendências de pesquisa mundial, acabei introduzindo cereais, na antevéspera do natal: arroz e aveia. Porém, deu uma assadura bizarra no meu neném, e ele ficou com o cocô muito maluco. Então, interrompemos depois de 3 dias e por enquanto continuamos só no peito. Mas a curiosidade não pára de crescer!

Tentativa de alimentação. Pablo gostou, raspou o prato!

Tentativa de alimentação. Pablo gostou, raspou o prato!

7- Não curte uma chupeta

Com toda essa eficiência ao mamar, sobra uma necessidade de sugar, mas não é de peito — e o Pablão nem aceita o peito quando não  quer mamar!  Confesso que tentei dar chupeta pra ver se ele parava de mamar meu dedo. Mas ele prefere mamar a própria boca (olha o vídeo! Muito lindinho!), ou a mão, ou qualquer paninho.

8 – Já está sofrendo com os dentes

Desde os 2 meses e meio! O bom é que, como agora nós já somos pais de segunda viagem, já sabemos o que fazer… Temos mordedores de brinquedo, de canguru, trouxemos Camomilina do Brasil, e por aqui compramos os tais do colar de âmbar e do Gripe Water. Tudo dá uma aliviada…

9 – É muito intenso e forte

Assim como o arroto e a golfada, tudo do Pablo é muito forte/grande: meleca, cocô, xixi… (dentro da fralda, que como eu disse, ele é muito bonzinho e eu sou mãe de segunda viagem)!

O cabelo eu precisei cortar com dois meses, a unha não chega a durar uma semana cortada.

Ele puxa o nosso cabelo com força, dá altas porradas nos brinquedos e esfrega os pés até arrancar as meias (que, aliás, já são tamanho 2 anos).

9- É super desenvolvido

Sentado, com apoio

Sentado, com apoio

E também super estimulado pela irmã que não pára de pular, dançar, correr, falar, inventar histórias…

Firmou pescoço com menos de um mês, adora ficar de bruços, aos 3 meses só quer ficar sentado, aos 3 e meio virou na cama (pra agarrar a irmã!).

Pablinho é muito curioso! Adora listras, luzes, brinquedos, conversas e gargalhadas (ele ri igual à Tetê!).

Desde os três meses, todo mundo jura que ele tem seis meses, por conta do estágio de desenvolvimento… Olha aí ele pegando brinquedo com 3 meses!

10-Tem um amor infinito pela irmã

Acho que só com muito amor para tolerar o ciúme, a zoeira, o barulho e algumas porradas ( algumas de propósito, muitas sem querer, inclusive duas viradas de carrinho — use cinto!) que uma irmã mais velha — e a mil por hora, Teresa rocks! — pode te proporcionar.

A Tetê é o destino das suas melhores gargalhadas, olhares, puxadas de cabelo (“não, Pabinho, não pode!”). É com ela que acontecem as brincadeiras mais divertidas: você topa todas, até as mais brutas!

Tetê: "eu não gosto que o Pablo dorme de dia!" -- quer brincar o dia inteiro!

Tetê: “eu não gosto que o Pablo dorme de dia!” — quer brincar o dia inteiro!

É lindo ver como vocês são parceiros e eu espero que isso dure toda a vida. E nessa parceria, você pede pra mamar na hora de ir embora do parquinho, só pra ela poder ficar um pouco mais. Chora quando ela chora. Tolera quando ela te agarra.

Curte os brinquedos, personagens e músicas favoritas da irmã. Já tá viciado em Dora Aventureira (só a foto e a boneca!) e Palavra Cantada.

A gente fala pra Tetê que tem determinadas brincadeiras que você só vai conseguir brincar quando souber andar. “Eu quelo que o Pabo ande rápido! Eu quelo que ele quesça logo!” Deve ser por isso que você é assim, grande e esperto. Te amamos demais!

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Chegamos e estamos instalados. Graças a Deus

Bom, pessoal, chega de enrolação, já é hora de darmos notícias de San Diego!

Vovó Amelia segura o Pablinho no avião, pra mamãe ir ao banheiro e o papai dormir!

Vovó Amelia segura o Pablinho no avião, pra mamãe ir ao banheiro e o papai dormir!

A viagem foi longa, 22 horas no total, mas até que foi boa. Com a ajuda da galera, chegamos ao aeroporto de Brasília com 3 horas de antecedência e as nossas 9 bagagens. Nossas reservas de acento tinham caído, teve que reemitir o bilhete da outra companhia, aí eles perderam a passagem do Pablo (que só foi emitida depois que ele nasceu. As nossas tinham sido compradas bem antes). Todo o tempo de conexão em São Paulo foi gasto com isso, e pra tentar colocar minha mãe sentada perto da gente… No final, acabamos contando com um passageiro solidário que trocou de lugar com ela (dica: se você está viajando com um bebê ou criança e não conseguiu os lugares juntos, fique nos melhores assentos próximos possíveis, janela ou corredor. Isso facilita a boa vontade do povo de trocar. Ah. E pede com cara de quem precisa muito, afinal você precisa mesmo!).

Crianças Neves (atenção! Os bebês estão trocados!)

Crianças Neves (atenção! Os bebês estão trocados!)

Ainda em Guarulhos, conheci meu sobrinho Timoteo, um fofo! Vi minha irmã, cunhado, pai, sogros… Mas não tivemos tempo nem de tomar um lanchinho com eles. Foi bom porque a Tetê se divertiu bastante, matou as saudades dos avós, conheceu o primo e… Dormiu a noite inteira.

Tínhamos escolhido um voo de noite justamente por essa possibilidade, e felizmente funcionou. A Teresa só acordou em Chicago, e foi um agito só até San Diego! Pra pegar um voo noturno, acabamos viajando algumas horas a mais, e achamos que valeu a pena!

O Pablinho ficou no wrap sling praticamente o tempo todo, acordava só pra mamar — e fazer cocô! E que cocô! No voo internacional, o ar condicionado estava muito forte. Eu o protegi como pude, mas ele acabou pegando um resfriado que durou os próximos 10 dias, tadinho!

Na última hora, acabamos decidindo viajar sem carrinho de bebê, porque tínhamos carrinhos à disposição em San Diego e teoricamente as companhias emprestam. Mas isso foi uma roubada, porque tivemos que carregar as crianças e as bagagens de mão por longos trajetos! Ainda bem que minha mãe foi junto com a gente, senão não teria sido possível! O momento mais difícil foi passar pela alfândega americana com as duas crianças no colo e 15 bagagens! Não, minha mãe não tinha seis malas. É que nossas bagagens de mão deram filhotes: casacos, biscoitos, sabem como é … Ah, lembrando ainda que, nos Estados Unidos, você tem que tirar tablet, computador, cinto, casaco, sapato… até em voos nacionais!

Instalados

Chegando em San Diego, a família da Clara nos buscou (com 2 carros), nos hospedou, comemorou os 3 anos da Tetê com a gente (vai outro post em homenagem depois!), nos ajudou a montar a casa (aqui você tem que mobiliar a casa inteira! Só tem os eletrodomésticos grandes! E de coisa grande, só compramos os colchões, o rack da televisão e a escrivaninha).

Festa de 3 anos número 3 da Tetê! De Dora Aventureira! Trouxemos tudo do Brasil e, três dias depois de chegarmos, comemoramos na tia Selih e Uncle Roger, com tia Hilse e vovó Amelia. Pronto! Está formado o exército de anjos!

Festa de 3 anos número 3 da Tetê! De Dora Aventureira! Trouxemos tudo do Brasil e, três dias depois de chegarmos, comemoramos na tia Selih e Uncle Roger, com tia Hilse e vovó Amelia. Pronto! Está formado o exército de anjos!

Outra coisa legal é que no centro internacional da universidade tem um lugar que empresta coisas de casa, ou melhor, aluga por um preço irrisório. Pegamos berço, panelas, banheira, cabides, luminárias, ferro, torradeira, pratos e muito mais por 30 dólares/mês. Tudo é administrado por voluntários! Quando eu me aposentar, quero fazer alguma coisa tão legal quanto o trabalho deles!

Nos mudamos pra nossa casa em uma semana. Quinze dias depois, surgiu um apartamento da universidade para nós, bem mais barato! O problema é que, para sair de onde estamos, ou pagávamos uma multa gigante, ou arcávamos com o aluguel daqui também, até eles conseguirem outro inquilino. Mas as aulas na universidade já tinham começado, a procura tinha diminuído… Entre o risco de custos a mais e o trabalho da mudança, ficamos no mesmo lugar!  O pessoal da residência universitária nos deu a dica de, na próxima vez, dizermos que chegamos 15 dias antes da data verdadeira. Baita gambiarra americana. Agora a gente já sabe, mas não deu pra nós!

Logo que nos mudamos, corremos pra comprar um carro – velho, claro. Aqui você precisa de carro praticamente pra tudo. O transporte público de San Diego consegue ser pior que em Brasília! Compramos um carro americano, mas depois soubemos que os carros velhos japoneses são melhores! Ainda não trocamos, mas de vez em quando pensamos no assunto… Aguardem os próximos capítulos.

Em uma semana também já estávamos adaptados ao fuso horário — seis horas de diferença, agora que acabou o horário de verão aqui e começou aí no Brasil. E agora o sol se põe às 17h, e esfria… Já me acostumei, mas no começo eu achei meio deprimente! O bom é que, como ensinamos a Tetê que “de noite é hora de dormir”, conseguimos começar a acalmar nesse horário e com, isso, ela tem dormido um pouco mais cedo: às 22h! kkkk. Claro que eu não expliquei pra ela que o horário mudou!

Aí corre pra abrir conta em banco, mandar as informações pra bolsa, matricular filha na escola, conhecer o comércio local, enfim, tocar o barco da vida, né? A gente brinca aqui que, quando tivermos aprendido o suficiente sobre San Diego, vai estar na hora de voltar para Brasília!

Na América como os americanos

Aproveitamos a presença da minha mãe e as dicas da Tia Selih e Tia Hilse pra criarmos uma vida doméstica prática, viável com 2 crianças e marido doutorando, de modo a ainda ter tempo de brincar, descansar um pouco, passear e, quem sabe, fazer amigos e melhorar um pouco o inglês! Risos. Ficam as dicas que aprendemos por aqui, para donos/as de casa do século XXI!

Limpeza: fazemos um ciclo semanal: passar aspirador nos quartos (com carpete), limpar o chão do resto da casa e tirar o pó (tudo com lencinhos umedecidos apropriados – limpa bem e desinfeta! E depois é só jogar no lixo!), limpar os banheiros (também com wipes). Comprei um spray natural que é só espirrar e ele esteriliza os brinquedos do bebê. Minha faxina aqui é no capricho, já limpei altas sujeiras históricas! Ainda não chamamos a faxineira nenhuma vez!

Roupas: lava tudo na máquina, seca tudo na outra máquina e não precisa passar quase nada! Se você demorar e a roupa ficar um pouco amassada, coloca num cabide, pra tomar um vaporzinho no banheiro. Só lavei à mão as roupas de lã feitas pelas avós. E pela primeira vez, vou ter que passar duas camisas que demoramos muuuuito para pendurar! Também fazemos ciclos semanais: segunda – Pablo, terça – nós outros, quarta – extras (cozinha, chão, excessos de roupas), quinta e sexta – cama e banho. Aqui, os próprios detergentes tiram manchas das roupas, mas ainda compramos um tira-manchas especial que é fantástico!

Cozinha: compramos uma panela de pressão elétrica, então é só programar e ela faz o arroz e o feijão pra hora que quisermos, tem temporizador e não precisa vigiar! Estamos comendo legumes de saquinho alguns dias, e o produto de lavar saladas aqui só precisa deixar 30 segundos de molho! Fantástico!  Aí é só fazer a carne… Colocamos toda a louça na máquina, exceto as facas de corte.

Além disso, estamos ensinando a Tetê a ajudar na limpeza. Ela é doida com os wipes! Já tirou pó, limpou banheiros e o chão. Só de guardar é que ela não gosta muito, aí tem dias que minha casa fica bagunçada, mas normal em casas de crianças!

Bom, com isso, quero dizer pra vocês que estamos bem, sobrevivendo ao American way of life e ainda conseguindo passear e nos divertir. Isso porque o Dani é parceiraço, pega no batente forte e, sempre que pode, ele estuda em casa, então quando o bicho pega com as crianças, ele me ajuda!

Dia de Ação de Graças

This isn't just a turkey, As anyone can see. I made it with my hand, Which is part of me! It comes with lots of love Specially to say - I hope you have A very happy Thanksgiving Day! (feitos pela Tetê, na escola)

This isn’t just a turkey,
As anyone can see.
I made it with my hand,
Which is part of me!
It comes with lots of love
Specially to say –
I hope you have
A very happy Thanksgiving Day!
(feitos pela Tetê, na escola)

Neste thanksgiving, agradeço a Deus por todo o cuidado e todo o aprendizado até aqui! Como vocês podem ver, temos muito a agradecer! (aliás, gente, por que nós evangélicos comemoramos essa data no Brasil, mesmo? Presidente Dutra instituiu por quê, se é uma data em que os americanos comemoram que os peregrinos sobreviveram às dificuldades de colonização? E se comemora também a colheita, que no Brasil também não é nessa época!)

Bom, mas como estou nos Estados Unidos, vou comemorar a data e agradecer pelo Dani, porque estamos conseguindo superar esse turbilhão unidos; pela Maria Teresa e pelo Pablo, que são dois filhos lindos e amados; pela minha mãe, Selih, Roger e Hilse, que nos ajudaram na instalação por aqui; e porque temos visto a mão de Deus nas pequenas e grandes coisas.

Por do sol em Pacific Beach. Deus nos ama nos detalhes!

Por do sol em Pacific Beach. Deus nos ama nos detalhes!

Termino este post com a foto deste por do sol que vimos há dois dias, em Pacific Beach. Chegamos lá e havia densas nuvens, não seria possível ver por do sol nenhum! A Tetê orou e o “Pai do Céu” abriu as nuvens desse jeito rosa e fantástico! Junto com a Thais Perez, amiga dos tempos da igreja do Morumbi-SP, que só tinha este dia para ver o sol se por em San Diego!

Nos próximos posts, volto ao meu assunto favorito: as crianças!

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Pablo, mês 1: como levar um bebê e sua família para os Estados Unidos

Daí o Pablo nasceu e a gincana começou! Hehehehehe.

Já tínhamos visto com antecedência tudo o que era necessário pra viajar com um bebê pros Estados Unidos. Não foi exatamente como planejado, mas só posso dizer que Deus é bom!

A foto que valeu pro passaporte!

A foto que valeu pro passaporte!

O passaporte: este era o primeiro passo! Ou melhor, o segundo. Antes, foi preciso tirar a certidão de nascimento… No quarto dia de vida o Pablo já tinha certidão e foto 5×7 com fundo branco, mostrando as duas orelhas do bebê, de olhos abertos. Tipo missão impossível pra um recém nascido… No dia seguinte, fomos tirar o passaporte no Na Hora (equivale ao Poupa Tempo de SP!). Detalhe: o Na Hora fica na Rodoviária, o terminal de ônibus central de Brasília. O lugar mais sujo que você pode imaginar! Barulhento, totalmente insalubre, ainda mais pra um bebê recém nascido. Ele já tinha tomado as primeiras vacinas na véspera, mas nem tinha dado tempo de elas fazerem efeito!

Existe outro Na. Hora, em Taguatinga, que fica um pouco longe da nossa casa. Mas minha intenção era ir lá, porque, sendo dentro de um shopping, talvez fosse um ambiente um pouco mais limpinho do que o terminal de ônibus… Só que o lugar fez o favor de sofrer um incêndio 15 dias antes do meu parto! Pra completar, todo mundo de Taguatinga foi transferido para ser atendido na Rodoviária…

Na certeza de que é Deus quem cuida e de que o nosso plano tinha a aprovação dEle, fomos com Pablinho pra Rodô.

A orientação, quando você tem pressa de tirar um passaporte, é de preencher a papelada e ir direto no Na Hora (ou no posto da Polícia Federal que faz passaporte onde você mora). Eles podem te fazer um passaporte de emergência (à mão), de urgência (vem da casa da Moeda via Sedex) ou normal (vem no malote, demora cerca de 8 dias úteis).

O supervisor que decide qual seria o nosso caso estava em reunião e pediu para um dos policiais decidir. Contamos o nosso caso pra ele, e ele decidiu que poderíamos ser atendidos, mas seria um passaporte normal. Explicamos que ainda precisaríamos fazer um visto americano mais burocrático que o normal (explico pra vocês abaixo), que eu tava recém operada, que era caso de compromisso no exterior, que o bebê tina 5 dias… E nada. O máximo que ele falou foi: “volta amanhã se quiser ser atendida por outra pessoa. Hoje tá muito cheio”.

Nem pensar, voltar amanhã com meu bebê! O cara ainda sugeriu que eu chegasse às 7h! Impossível pra uma recém parida com outra filha pra levar na escola! O cara não teve nenhuma sensibilidade, acho que ele nunca conviveu com um bebê de perto, não sabe o trabalho que dá!

Mas pelo menos ele nos atendeu. Ficou achando que o passaporte era pro meu marido. Perguntou quantos ANOS o Pablo tinha. Parece doido. Ou não ouviu nada do que eu falei…

Mas beleza, 6 dias depois tínhamos o passaporte em mãos pra tirar o visto americano.

O visto

Meu marido tem visto de estudante (J-1) e eu e as crianças, de acompanhantes. Desde o princípio, sempre informamos que o Pablo iria nascer. Mas, um mês antes, vimos que na documentação para visto entidade que deu a bolsa pra ele só constavam 2 dependentes. Quando tivéssemos o passaporte, teria que fazer outra carta e só aí tirar o meu visto e o das crianças.

Quando entregamos o número do passaporte do Pablo, depois de uns 12 dias de nascido, soubemos que a nova carta para o visto teria que vir de Washington. E como o visto do Dani dizia que ele tinha 2 dependentes e estava vinculado à tal carta, ele teria que trocar também… Quer dizer, ele até podia entrar nos Estados Unidos com o visto que ele tinha, mas isso sigmificaria ir sem a gente, e depois poderia demorar pra gente conseguir ir… Nossa opção foi ir todo mundo junto.

Nossa entrevista tava marcada pra uma semana e meia antes da viagem. Mas a carta não chegou e a cônsul americana não aceitou cópia da carta, só original. O problema é que essas entrevistas só acontecem ás terças-feiras. E viajaríamos na outra quarta.

O que não tem solução solucionado está! A cônsul se comprometeu a nos entregar o visto na quarta, a tempo de viajarmos. Como sabíamos que viajar com crianças é uma complicação só, adiamos nosso voo em um dia (obrigado, TAM, que mudou o nosso voo em 15 minutos e, com isso, pudemos fazer essa alteração sem gastos! Obrigada, Deus, por mais essa!).

Fomos lá, fazer entrevista. E a entrevistadora do consulado pediu uns documentos que não estavam no script (certidão de casamento nossa e de nascimento das crianças — fica a dica! Leve todos os documentos imagináveis pra uma entrevista de visto americano!).

Corre pra casa, escaneia os documentos e manda por e-mail? Não! Acabou a luz! Faz isso tudo do seu celular, então! Antes que acabe a bateria! E reza, porque ninguém te diz se deve rolar ou não.

E assim, o visto chegou às nossas mãos na quarta-feira, uma hora antes do voo previsto inicialmente. Ou seja, uma hora depois do nosso check in. Ou seja, ainda bem que já tínhamos trocado a passagem.

E em meio a tudo isso…

* foi o primeiro mês do Pablo, com direito a duas consultas no pediatra, vacinas e afins… E crescendo loucamente! Em um mês, perdeu as roupas RN e as P! Graças a Deus o Pablo é bem tranquilo desde que nasceu, dorme bastante, mama rápido, fica bem no berço, no sling, não faz tanta questão de colo ( sim, na minha visão, isso é coisa do bebê… Porque fiz as mesmas coisas com meus dois filhos e algumas funcionam mais com o Pablo que com a Teresa, e vice versa).

Nosso recém-nascido!

Nosso recém-nascido!

Com uns 20 dias de vida, ele começou a ter cólicas por causa do meu consumo de lactose, então tive que cortar tudo, mas não chegou a durar um mês! Com um mês e meio de vida dele, já tinha passado, só continuei evitando cafeína em excesso.

* recebemos mais de 60 visitas que vieram dar carinho pra nós, especialmente pra Tetê, que morre de saudades de todos vocês. Foi muito importante ser abraçados por vocês! Toda presença e toda ajuda foram muito bem vindas! E pra quem não conheceu o Pablo ainda, novas oportunidades virão…

* apresentamos o Pablinho na igreja, com 20 dias, e nos despedimos dos amigos de lá…

Abençoado!

Abençoado!

* Tivemos 8 hóspedes (nossa família, que tanto nos ajudou! Super obrigada pra minha mãe e pros meus sogros que seguraram a onda e inclusive o serviço doméstico, porque…)

* nossa ajudante estava com pedras nos rins e ficou praticamente um mês sem trabalhar. Mas quando voltou, segurou o rojão forte, porque…

* durante a nossa ausência, tá rolando uma obra no nosso apartamento, então tivemos que deixar TUDO da casa devidamente empacotado (menos a cozinha! Ufa!)

Tetê e as malas que não fecham! Olhem a de trás! risos

Tetê e as malas que não fecham! Olhem a de trás! risos

* Preparamos as malas: no total, foram 9 volumes! Comecei a fazer as malas com 15 dias de antecedência, e foi ótimo! Eram muitas coisas pra pensar ao mesmo tempo!

* Meu marido se qualificou no doutorado. Ele tinha entregado a qualificação pra banca na véspera do parto! Mas ainda era necessário fazer a apresentação, ensaiar (adivinha quem deu os pitacos no ensaio? Eu!), mudar tudo, comprar uns quitutes… Ainda bem que nossa amiga Bianca estava por lá pra arrumar as comidas bem bonitas…

A apresentação do Dani foi ótima, ele mandou super bem, foi elogiado pela banca…

Eu fui com o Pablo e falei pra ele assim: “filho, se os professores começarem a maltratar o papai, você faz aquele seu barulhinho de coçar a garganta pra eles darem uma aliviada! Foi só o primeiro professor da banca começar a falar que o Pablo começou a coçar a garganta! “não, filho, tá tudo bem, ele tá ajudando o papai!” Conclusão, assisti mais ou menos à banca… Rs.

Avós Neves dando uma força!

Avós Neves dando uma força!

* A minha irmã, que felizmente não pariu no mesmo dia que eu, estava gravidíssima, querendo um parto normal, esperando ansiosamente pela chegada do primeiro filho dela, meu primeiro sobrinho de sangue. Lá em São Paulo. E minha mãe queria estar no parto, mas aí mesmo tempo queria ficar com a Tetê um pouco, ajudá-la a passar por tudo isso. E meus sogros precisavam vir pra Brasília nos ajudar. Finalmente decidimos que, quando Pablo completasse uma semana e minha irmã já estivesse com 38 de gestação, era hora de minha mãe ir embora é meus sogros virem pra Brasília.

Avós Hora dando outra força!

Avós Hora dando outra força!

No dia planejado, meus sogros chegariam no almoço e minha mãe iria embora no final da tarde. Aí minha mãe foi buscar meus sogros no aeroporto. Enquanto isso, minha irmã me liga e diz que acha que está em trabalho de parto. Minha mãe queria muito estar no hospital quando o Timoteo nascesse, porque no parto da Tetê não deu tempo de ela chegar e no do Pablo, ela tava com a Teresa. Minha irmã ainda não tinha certeza de que era o momento, mas estava com contrações ritmadas, intervalo de 10 minutos. Eu achei melhor contar logo, porque precisávamos ter tempo hábil pra adiantar as passagens e etc… Adiantamos o voo da minha mãe numa operação emocionante! Acabamos conseguindo um voo ainda mais barato que o previsto inicialmente, minha mãe chegou 3 horas mais cedo em São Paulo, mas… O trabalho de parto parou.

* O meu sobrinho Tintim nasceu mais de uma semana depois, de parto normal com ocitocina igual ao meu, narrado a cada no máximo meia hora pelo meu cunhado e minha mãe, uma emoção só! Muita alegria pensar a amizade forte que ele e o Pablo podem ter! Ah! E eles são um pouco parecidos, então isso quer dizer que o sobrinhinho deve ser parecido comigo também! Hihihi. Ah, sim. Importante dizer: minha mãe estava no hospital!

Oi, eu sou o Timoteo. Minha tia Lidia acha que eu sou a cara do Pablo!

Oi, eu sou o Timoteo. Minha tia Lidia acha que eu sou a cara do Pablo!

* a Tetê levou uma vida normal até a véspera da viagem. O que inclui ir pra escola todo dia (ela só quis dois dias de “férias” quando o Pablo nasceu), participar da mostra de artes da escola, fazer ballet, brincar com os amigos do prédio, ir à igreja, tentar convencê-la de ir pra cama antes das 23h…

Tetê e professora Dani na mostra de Artes, com o trabalho ao fundo

Tetê e professora Dani na mostra de Artes, com o trabalho ao fundo

Não sei se vocês se lembram, minha filha é ansiosa… Então eu e o Dani decidimos incentivá-la a falar inglês que nem a Dora Aventureira e o papai, com antecedência, e só. As professoras dela da escola sabiam desde junho que nós iríamos viajar em setembro, e com pouco mais de uma semana de antecedência, todos nós começamos a falar com mais intensidade sobre a nossa casa nova, que teríamos que pegar avião…

* Aí, no último dia de escola, levamos o Pablo para conhecer os amigos da Tetê na escola. Desde que ele nasceu, a Teresoca convidava diariamentes os amiguinhos e seus pais para irem lá em casa conhecero Pablo. E como na escola eles tiveram um projeto “estou crescendo”, casou bem a visita do primeiro de três irmãozinhos que nasceu.

Catarina, Dani com Pablo no colo, Tetê com Robertinha no colo (a boneca!) e Isadora. As grandes amigas!

Catarina, Dani com Pablo no colo, Tetê com Robertinha no colo (a boneca!) e Isadora. As grandes amigas!

Assim, com um mês de vida, o Pablo passeou no colo de todos os amigos da irmã e matou a criançada de amores. Aproveitamos e cantamos parabéns pra Tetê, que completaria 3 anos dentro de 5 dias. Foi o ano das 4 festas de aniversário (chá e parabéns em SP, depois em Brasília, depois na escola, depois em San Diego, na data…). Conclusão: Tetê jura que tem 4 anos!

* Além de tudo isso , como qualquer mulher recém parida, eu precisava descansar, dormir, me cuidar, ir ao médico… Considerando que nosso plano de saúde nos Estados Unidos não cobre pós parto (para cobrir, sairia 10 vezes mais caro. E o Obama Care estava praticamente para entrar em vigor, agora já tenho cobertura… Mas não pretendo precisar!). De novo, obrigada Deus pelo parto normal!

* Tínhamos ainda que contratar convênio médico pra mim e pras crianças nos Estados Unidos, alugar apartamento, comprar dólares, tentar ver carro, fazer contato com a universidade… Tivemos a super ajuda da família da Clara (Selih, Roger e Hilse), que facilitaram muito a nossa chegada em San Diego!

* e ainda fechar ciclos no Brasil: Suspender convênio, telefone, escola, contrato com a empregada, vender algumas coisas, e ainda emprestar carro, apartamento, plantas… Graças a Deus temos amigos presentes em todas essas áreas…

Somos muito gratos porque nossos pais puderam nos ajudar durante esse mês; porque a Flavia ficou conosco até depois de irmos embora, arrumando tudo pra reforma; e pela ajuda que recebemos em San Diego. Temos plena consciência de que, sem vocês, toda essa aventura não teria sido possível!

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San Diego com 2 filhos: ideia maluca que Deus concordou

Viagem longa e cansativa...

Viagem longa e cansativa…

Uma verdadeira loucura. Esta é a melhor expressão para definir o que estamos vivendo. Há pouco mais de um ano atrás, estávamos no Rio de Janeiro, eu, Dani e Tetê, indo brincar no Baixo Bebê, no Leblon. E conversando sobre os planos de um doutorado sanduíche pro Dani. Agora que eu era uma concursada, poderia pedir uma licença sem vencimentos. E depois engravidar…

Mas pensando bem, eu não queria passar dois anos fora do trabalho. E nem queria ter meu filho na gringa. E queríamos três anos de intervalo da Tetê.

Ops! Se ela já tinha dois anos, queremos viajar em setembro, esse neném tem que nascer em julho ou agosto! Pra isso, preciso engravidar em… Outubro ou novembro! Tinha que parar de tomar pílula há três meses!

Falei com a minha mãe, ela topou ir junto. Então fechou! Já que meu medo era chegar com as duas crianças…

E assim foi o planejamento do Pablo. Atrasado, mas deu tudo certo, graças a Deus. O Dani foi selecionado pra bolsa da Fullbright, foi aceito na Universidade da Califórnia, conseguimos atrasar em um mês a nossa vinda, o Pablo nasceu um mês e três dias antes da viagem e conseguimos vir na data planejada. Na verdade, um dia depois. Chegamos em San Diego, estamos instalados e nos adaptando.

Eu disse a gravidez inteira que nós tivemos uma ideia maluca e Deus concordou. Mas eu não tinha ideia de quão maluca era minha ideia!

Pé no Pacífico!

Pé no Pacífico!

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O fim que desejei: a história do nascimento do Pablo

“Eu é que sei que pensamentos tenho a vosso respeito, diz o Senhor; pensamentos de paz, e não de mal, para vos dar o fim que desejais” (Jeremias 29:11)

Na sexta-feira dia 23 de agosto de 2013, o Pablo chegou para completar a nossa família. Nasceu lindo, vermelhinho, com 4,015 quilos e 51 centímetros, enorme, de parto normal, uma história que me dá muita alegria de contar porque mostra a extrema bondade de Deus para conosco.

Nasci lindo desse tanto! (ou: fala que parece comigo?!)

Nasci lindo desse tanto! (ou: fala que parece comigo?!)

Desde que penso em ser mãe, sempre desejei ter o parto o mais natural possível. Sempre disse que me preparava fisicamente para o parto natural e psicologicamente para a cesárea. Acontece que no nascimento da Maria Teresa, valeu mais a preparação psicológica (apesar de que usei vários aprendizados da Yoga, especialmente a respiração, no pós-parto). Como já contei aqui, Tetê precisou nascer com 31 semanas, de cesárea.

Desta vez, fiz tudo de novo para ter a chance de ter um parto normal após cesárea (VBAC): procurei uma médica que me aceitasse nessas condições, conversei sobre minhas expectativas, li livros (recomendo Quando O Corpo Consente e O Parto Ativo), fiz Yoga desde as 14 semanas, procurei me estressar menos nessa gravidez para evitar intercorrências indesejadas… Tudo com apoio do meu marido Daniel, que a princípio seria o Doulo-rido.

Acho que a história desse parto começa lá pra junho, quando percebemos que a qualificação do doutorado do Dani daria mais trabalho que as previsões iniciais, e decidimos procurar uma doula. Comentei com algumas amigas, entre elas a Adriana, que inclusive é pediatra neonatal e me apoiou muito quando a Tetê tava na UTI. E não é que ela se ofereceu para ser minha doula? Pois é, isso foi muito legal e acabou fazendo toda a diferença… como vocês verão a seguir.

Pois bem, com 33 semanas, comecei a sentir as contrações de Braxton Hicks, as de treinamento. Coincidiu com uma semana de férias, uma passagem de bastão parcial no meu trabalho, um desligamento meu do mundo exterior para me conectar mais à casa, à família, à gravidez. Até então, sem saber exatamente quando o Pablo nasceria, mas esperando os sinais. Para quem teve filho com 31 semanas, 33 já era uma grande vitória, mas eu estava disposta a esperar até as 42, se fosse o caso.

39 semanas, 2 dias e... uma voltinha na rua

39 semanas, 2 dias e… uma voltinha na rua

Minha barriga cresceu, e cresceu e cresceu… E fizemos fotos com 36 semanas, a bolsa da maternidade também, enfim, estávamos realmente prontos, esperando os sinais do Pablo para decidir quando eu sairia de folga e quando minha mãe viria para Brasília. Com 37 semanas eu comecei a me sentir especialmente cansada e decidi que tudo aconteceria a partir da semana seguinte. Com 38 semanas + 3 dias, parei de trabalhar e me dediquei a descansar, focar totalmente minhas energias para que o parto pudesse acontecer. Na medida em que a semana foi passando, foi me dando uma ansiedade, querendo que o parto chegasse logo… pra diminuir, comecei a marcar compromissos com amigos, diariamente.

Um belo dia, com 39 semanas e 2 dias e uma pizza marcada para a noite, estava eu na

Estourou! no meio da Yoga!

Estourou! no meio da Yoga!

Yoga, pensando no bebê, quando de repente sinto um líquido quente descendo pelas minhas pernas. “Será xixi?”, pensei. “Não, é muita água! Um pouco espessa! Cheiro diferente!” Abri os olhos e afirmei: “minha bolsa estourou”! Foi muito divertido, porque esse negócio de estourar bolsa não é tão comum como Hollywood nos faz crer. Toda a turma da Yoga de gestantes ficou empolgada junto comigo! Liguei pro marido, pra obstetra, pra doula e esperei as coisas acontecerem. Isso eram 17h30.

Teoricamente, minha mãe poderia buscar minha filha na escola e meu marido viria me buscar. Mas justamente nessa tarde, ela tinha combinado de ir à casa de uma amiga e… o celular estava sem sinal. Então meu marido pegou nossa filha e foi me buscar, cheio de roupas e de toalhas para eu não molhar o carro. Enquanto isso, desmarquei a pizza via whatsapp (e aí os amigos ficaram acompanhando o parto passo a passo!). As contrações começaram uma hora depois de estourar a bolsa, a primeira que eu senti durou 20 minutos. Oi? Contrações só duram 30 segundos!!! Depois elas diminuíram de tempo, ficaram mais normais, digamos assim.

mãe e filha na bola de pilates, em trabalho de parto

“A barriga está dura, mamãe? Então pula na bola!”

Depois de muito procurar o carro no estacionamento (com emoção!) , chegamos em casa (pouco depois da minha mãe), tomamos um caldo e começamos a contar as contrações. Tomei um banho, sentada na bola de pilates, eu e a Tetê quicando na bola. Quando começou a ter um intervalo de cinco minutos, a dra. Jussara Pasquali saiu da casa dela. Pouco depois, saímos da nossa. A Teresa ficou um pouco inconformada com o fato de que eu e o Dani estávamos saindo sem ela, então foi necessário que minha mãe levasse ela pra dar uma volta no outro carro, para ela aceitar ficar. Já tínhamos também combinado com a nossa amiga Anna de dormir na nossa casa, ainda bem, porque isso deixou a Tetê mais animada.

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Vou ali ganhar neném e já volto!

Contração

Contração

Bueno, chegando à Maternidade Brasília, umas 22h, tive uma contração ainda com intervalo de 5 minutos e 4 centímetros de dilatação, com colo alto… Fui preencher a papelada… Fomos pra sala de parto humanizado… Comi (o que eu mais tinha medo era de passar fome no trabalho de parto!)… Bati papo… E as contrações perderam ritmo. Tentei andar (mas como a bolsa estava rota, pediram pra eu parar de circular no centro cirúrgico…), aproveitar a contração pra me jogar pra baixo na barra, quicar na bola de pilates, comer açúcar (melzinho, delícia…), dormir…

Tava só com umas contrações que não doíam intensamente como deveriam, mas que também não terminavam após os 30 segundos. Tipo cólica de adolescente depois do Buscopan. Péssimo. Vomitei horrores também. A médica até decidiu me deixar tomar um banho de chuveiro para ver se engrenava, apesar das expectativas em contrário. Mas não…

Quando deu 4h da manhã, só tinha dilatado mais 1 centímetro e a dra. Jussara me disse que achava melhor me dar um pouco de ocitocina na veia, bem pouquinho mesmo. Tinha um pequeno risco de romper o útero, mas que ela considerava mesmo pequeno e que valia a tentativa (depois eu soube que o fato de minha doula ser também pediatra neonatal a deixou mais tranquila para tomar essa decisão, olha aí como Deus escreve certo por linhas certas!). Acordei o Dani (sim! ele também dormiu durante o trabalho de parto!) e vamos lá!

A enfermeira penou horrores para achar minha veia (roxinho no braço por 10 dias!), chamaram um outro cara que conseguiu me colocar o acesso, aí foi rapidinho. Contração, estica na bola de pilates (estava de joelho na maca), outra, outra, outra… Agora descansa. Bom, aí vem o expulsivo, pensei eu.

A médica me colocou sentada na banqueta, apoiada no Dani, com um travesseiro entre nós. Tão confortável quanto um trabalho de parto expulsivo pode ser. Tratei de relaxar e, quando vinha a contração, empurrava respirando por cima e por baixo, como ensina no livro Quando o Corpo Consente. A contração realmente orientava o trabalho de parto, por isso em momento algum eu quis pedir anestesia! (até cesárea eu quis pedir, mas anestesia não. Aí ficava pensando na Tetê, na recuperação mais fácil do parto normal, e aguentei, não pedi nada!). Sei que ia rolando uma narração de onde tava o Pablo: tá atrás da bexiga! só falta o osso do púbis! Juro que eu queria que arrancassem meus órgãos pro menino nascer logo (mas também não pedi isso! hehehe).

Incrivelmente, durante o trabalho de parto eu fiquei praticamente muda. Todo mundo que me conhece sabe que eu adoro falar — e cantar. Pois eu não tinha nada a falar, e não conseguia cantar nenhuma música. Ainda bem que eu tinha separado uma trilha sonora para o parto. Como essa tinha sido uma ideia recente, tinha apenas 3 músicas:

Pablo – Milton Nascimento
Sabemos Parir – Rosa Zaragoza
Canticorum Jubilo – Handel

E o fato é que, depois de um tempo, eu já não aguentava mais ouvir as mesmas músicas!

Eu ficar muda é algo digno de nota. Acho que aí eu devia estar na chamada partolândia. Eu só pensava. Pensava bastante nas minhas ancestrais, materializadas na minha avó, que teve dois partos normais (sofridos, com fórceps, bebê roxinho, essas coisas, mas que me deu a maior força nas minhas intenções de parir normal). E na minha mãe, que teve três cesáreas necessárias, achava doido eu não querer anestesia, mas também me deu a maior força. E em toda a minha hereditariedade. E na música Sabemos Parir. E no amor que eu tenho pela minha família. E na música Pablo, que eu fui capaz de cantarolar a melodia.

Bom, vamos lá, Pablo! Estamos te esperando! A Tetê tá louca pra te ver! Faz força na contração! Aí rolou um bolão se ele ia nascer antes ou depois das 7h. Isso eram 6h! Eu queria antes, a médica queria depois. Fiz muita força! Eu reclamo mais da força que eu fiz do que da dor que eu senti. Porque a dor foi minha guia! De zero a dez, eu acho que doeu dez. E com a ocitocina, 12. Mas dá pra aguentar. Acho que Deus nos preparou pra isso, mesmo.

Agora vocês acreditam que eu fiz muita força?

Agora vocês acreditam que eu fiz muita força?

Depois da banqueta de parto, fui pra cama, aguentei umas contrações sentada, outras de joelho e apoiada na bola (a bola também foi muito minha amiga!), rebolei um pouco pra ajudar o menino a descer (obrigada Joana Andrade pelos ensinamentos da Yoga!), até que voltei à banqueta. Sou muito grata porque a médica me mudou de posição sempre que achou necessário, evitando a hemorroida e outras consequências!

Chegou uma hora que a médica e a doula me mandaram empurrar, empurrar, empurrar. Parecia que elas já não estavam mais falando pra empurrar na contração. E eu estava já muito cansada, no limite das minhas forças! E então eu empurrei. Empurrei. Empurrei. E aí veio um negócio grande (círculo de fogo? só sei que eu senti que era grande). E a cabeça saiu. E o Pablo saiu. E não tinha nenhuma circular de cordão (ah, é, tinha isso, duas circulares de cordão no ultrassom, nunca me preocupei). E o cordão umbilical durou até o final (na Tetê tinha rolado diástole zero). E eu peguei o Pablo no colo.

Éramos três, agora somos quatro

Éramos três, agora somos quatro

Filho da gente sempre é lindo, né? Meu filho é lindo. E não é a cara da Tetê (e do Dani). É a minha cara, dessa vez! Ele mistura a gente de um jeito diferente, a gente é bom nisso de fazer filho! hihihi. É um amor incrível! E o Dani chorou. Eu não chorei agora, só olhei. E respirei, muito aliviada, muito cansada. O cordão umbilical parou de pulsar, e o Dani cortou (ele não queria cortar! Mas na hora, a emoção, sabe como é!).  E eu fui pra cama. E o Pablo mamou. Aí eu chorei! Claro, porque amamentação foi uma mega questão da Tetê!

Aí ele mamou. Aí eu chorei.

Aí ele mamou. Aí eu chorei.

E o Pablo mamou muito. Deu tempo de eu parar de chorar, e curtir, e amamentar muito. Meia hora talvez. E depois levaram ele pra limpar, mas trouxeram de volta para pesar, medir, etc. E quando eu vi 4,015 kg eu chorei de soluçar. Vocês não sabem o que é carregar uma bebê pequenininha daquele jeito, ficar um mês na UTI, e depois ganhar um presente de Deus que é um bebê que nasceu criado! Bonzinho, lindo, querido, tranquilo. Bebê de termo. E de parto normal, o fim que eu desejei.

Obrigada, dra. Jussara!

Obrigada, dra. Jussara!

O tamanho do bebê surpreendeu a todos. Rolaram algumas lacerações, mas nada grave. Nada que um chá de algodoeiro não resolva…

Parto normal é uma bênção! Percebi isso quando os enfermeiros me pediram pra trocar de maca assim que eu pari. Bem mais fácil que na cesárea! Depois de umas horas dormindo, já consegui me levantar, tomar banho, etc. Treze dias depois, já estou nova, pronta pra outra! hehehe, brincadeira, mas já consigo fazer bem mais coisas do que quando foi cesárea!

Obrigada, Dri, ops, dra. Adriana! Obrigada de novo!

Obrigada, Dri, ops, dra. Adriana! Obrigada de novo!

E fomos pra casa após um dia e meio. Algo muito especial para quem tem outro filho em casa!

Amor de irmã

Amor de irmã

Bom, acho que a história do parto termina aqui. Agradeço profundamente a Deus pela oportunidade de viver cada história do seu jeito. De acumular essas duas experiências de parto e chegar até aqui contando essa história. De ter infinitamente mais do que pedimos ou pensamos. Aguardem, em breve, novos capítulos da história de Pablo e Maria Teresa.

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Primeira e segunda gravidez (ou de menino e de menina)

Comecei a escrever este post com 31 semanas e 4 dias. Minha gestação da Tetê durou 31 semanas e 3 dias, ou seja, a partir de agora tudo será novo!

Por muitos acasos do destino, estou publicando com 38 semanas exatas, bem quando minha gravidez chegou a termo. Achei interessante que tem várias coisas que foram bem diferentes nas duas experiências, e resolvi contar…

Pablo com 31 semanas, na barriga. Comemorando a vida dos dois filhos (festa bem adiantada de 3 anos da Tetê, sobre Palavra Cantada)

Pablo com 31 semanas, na barriga. Comemorando a vida dos dois filhos (festa bem adiantada de 3 anos da Tetê, sobre Palavra Cantada)

A concepção

Da Tetê eu engravidei antes de começar a tentar! risos. É, foi mais ou menos por aí mesmo, eu ia tentar em abril, engravidei em março. Coisas da vida. Descobri poucos dias depois, com um atraso de menstruação, e estava tudo confirmado. Contamos pra família e amigos próximos logo em seguida, guardamos segredo e só contamos pro público em geral lá pros 3 meses.

Já do Pablo, a gente queria que ele viesse quando a Tetê tivesse com uns 3 anos. E quando a gente percebeu, já deveríamos ter parado com a pílula dois meses antes! Pra ter o tempo de tentar e tal… foi assim que, quinze dias antes de a Tetê completar 2 anos, em pleno Baixo Bebê (Leblon, Rio de Janeiro), eu me desfiz da pílula.  Dessa vez, engravidar demorou um pouquinho mais, ainda veio uma menstruação no meio do caminho. Descobrimos que estávamos grávidos lá pra meados de dezembro.

E, pela dica de uma amiga (solteira, sem filhos), dessa vez teve menos segredo. Ela disse, antes de eu engravidar: eu não gosto desse negócio de as pessoas guardarem segredo quando engravidam. Porque se acontecer alguma coisa ruim, a gente acaba ficando sabendo…” E assim foi que eu não guardei segredo nenhum, só evitei espalhar para as massas no trabalho…

A fome

É assim: antes de engravidar da Tetê, eu comia 350 gramas no restaurante por quilo. Depois da gravidez, fui aos 500. Na amamentação, a uns 550. Quando engravidei do Pablo e ainda amamentava, cheguei a uns 650. Isso mesmo.

Depois parei de amamentar e a fome continuou. Depois ela retrocedeu, quando estava chegando ao terceiro trimestre. Mas ainda assim, tô ganhando bastante peso… Na primeira gravidez foram 10 quilos em 7 meses, agora já foram uns 15 (***diz que é o Pablo que tá grande, vai!***). Tem horas que eu como, como, como e nada me sacia. Uma tarde dessas tive que recorrer a um açaí. Minha dose de vitamina teve que ser dobrada e tive que aderir ao leite a litros (após quase 10 anos) para repor o cálcio. Tenho um certo medo do que será esse menino mamando!

Os enjoos e a azia

Considero que tive bem pouco enjoo na gravidez da Tetê. Pois na do Pablo, foi menos ainda! Em compensação, agora (desde umas 34 semanas) tenho tido azia… Solução? Dormir praticamente sentada (2 travesseiros altos). Isso sem falar nos travesseiros pra pernas, barriga, costas… Praticamente um afogamento em almofadas!

Os hormônios

Senti coisas muito diferentes nas duas “gravidezes” que me parecem relacionadas a hormônios. Na primeira, fiquei sensível, frágil, chorona. Na segunda, focada, direto-ao-ponto (muito mais do que eu já costumava ser! hehehe), eficiente.

Meu faro ficou mais sensível na gravidez da Tetê do que na do Pablo. Graças a Deus dessa vez não sentia tantos cheiros fortes: quem chega primeiro agora é a barriga, não o nariz…

E também tem o efeito da beleza, né? Na primeira gravidez o mundo me achou linda, rosada, cabelos bonitos. Nessa segunda, recorri à maquiagem como nunca antes! Será a presença da primeira filha ou serão os hormônios?!

Em compensação, em relação à depilação, não surgiram tantos pelos novos, parece até que eles diminuíram um pouco mais (“mais”, porque rolou uma santa depilação a laser no meio do caminho entre os dois partos! hehehe).

A barriga

Com 31 semanas e meia, no dia do parto da Teresa, olha a barriguinha que eu fiquei

Com 31 semanas e meia, no dia do parto da Teresa, olha a barriguinha que eu fiquei

Depois que a Tetê nasceu, na fase de UTI, percebi que tinha ficado com uma certa frustração de não ter feito um barrigão. Ensaiei escrever sobre isso por aqui, mas não cheguei a detalhar. Era uma coisa assim: via gravidíssimas nas ruas e ficava pensando que, de tudo o que se passou com a Tetê, eu queria que o que fosse diferente fosse eu ter o barrigão. O resto eu poderia até me preparar para aguentar de novo. Parece bobagem, e é, mas são coisas do coração.

Pois bem, Deus me recompensou e hoje, com 37 semanas, minha circunferência da barriga está com 1,20 metro na altura do umbigo. A maior barriga que eu já fiz foi a do Pablo, acho que desde as 24 ou 26 semanas já tá maior do que chegou a ser com a Tetê. Uma realização!

Dessa vez vi a barriga abaixar, a linha alba se formar e… agora, esperamos o trabalho de parto e o que mais possa vir pela frente! Aguardem os próximos capítulos!

Realizada na vontade de ter um barrigão. Tiramos até foto!

Realizada na vontade de ter um barrigão. Tiramos até foto!

Mãe escaldada de UTI

Teresa nasceu com 31 semanas, 37 cm e 1,245 kg. Com 28 semanas de gestação, fiz um ultrassom em que o Pablo já tinha 39 cm e 1,343 . Se seguir a curva normal, pode nascer com uns 3,5 kg!

Quando esta gestação completou 32 semanas , me dei conta de que com essa idade eu já conhecia a Tetê fora da barriga. Fui dominada por muita emoção, dei de chorar na aula de Yoga! Depois, ao completar 36, lembrei que com essa idade a Tetê já tava em casa. Deve ser por isso que ela tá doida pra que o irmão chegue, não pára de perguntar: “irmão, quer sair?”.

As dores

Na gravidez da Tetê, nada me doeu. Algo me abalou? Um resfriadinho ou outro… Mas agora, com o Pablo, foi dureza… Dores no ciático (com umas 20 semanas — solução: Yoga e vitamina B); gripe braba ( adquirida via escola da filha. 10 dias de atestado — solução: vitamina C!); algum incômodo nas costas — causado, também, pelo fator inevitável de pegar a Maria Teresa no colo…

As viagens

Sem filho é muito mais fácil ser aventureira! E com um filho na barriga é mais fácil do que com um na barriga e outro no colo. Ainda assim, passeei bastante das duas vezes. Na primeira, realizei meu sonho de conhecer a Grécia e revisitei a Espanha, além de ir várias vezes a São Paulo, Rio, cachoeiras Centro-Oeste afora… Na segunda, fomos a BH, Canoas, Paraíba, São Paulo, Rio. Viajei a trabalho sem a Tetê, pra São Paulo, três noites, e ela sobreviveu. Foi um treino importante para mim, para o que está por vir…

O segundinho

Pablo, sempre falo pra você assim: filho, não fica triste que a mamãe não conversa tanto com a barriga. Pensa pelo lado positivo: além da mamãe e do papai, você também tem a Tetê, que brinca com você. E é verdade. A Tetê é quem dá as vitaminas do Pablo; é com ela que ele mais mexe na barriga; quando ela chora, ele também mexe. É uma amizade e tanta!

O enxoval não é tão inédito também, temos as coisas reaproveitadas… mais do que na gravidez da Tetê. Super valorizo esse reaproveitamento e acho muito legal ganhar heranças. Mas também devo registrar que Pablito ganhou três chás de bebê, e a Tetê não teve nenhum!

Fico devendo um post só com histórias da Tetê com a barriga! Fantásticas!

Como eu brinco com meu irmão!

Como eu brinco com meu irmão!

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Teresa e as cigarras*

Teresa e seu Chico brincam com casquinhas de cigarras perto da árvore Maria Teresa, que plantamos em homenagem à nossa filha quando mamãe estava grávida da Tetê

Consegui ensinar uma coisa para minha filha que me custa aprender: gostar de cigarras. Elas fazem muito barulho, se sacodem de um jeito esquisito, mas… são parte ativa de Brasília.

E sempre quis que a Tetê, como brasiliense que é, não carregasse meus traumas. Risos. Por isso, quando a Luíza e a Nina resolveram educar a Tetê neste bom caminho (o post tá ali no link da Luíza), eu não me opus… E incentivei que o zelador, a babá, e outros amigos também fizessem o mesmo!

Super liberdade com as cigarras! Vivas ou mortas!

Pra completar, eu mesma tive que aprender a pegar “quicaínhas“, pra Tetê fazer carinho… e conversar com elas, e até tirar a tela mosquiteira da janela pra elas poderem chegar mais perto da Tetê.

Filho ensina cada uma pra nós…

*Post escrito em novembro de 2012, Teresa com 2 anos e 2 meses. Decidi não esperar e o Pablo nascer e as cigarras chegarem para publicá-lo! :-S

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